O Concours Mondial de Bruxelles medalhou 369 vinhos portugueses

01 Prova de vinhos

O CONCOURS MONDIAL DE BRUXELLES (CMB) DE 2017 MEDALHOU 369 DOS 1.080 VINHOS PORTUGUESES INSCRITOS.

Na sua 24ª edição, realizada na cidade espanhola de Vallodolid entre os dias 5 e 8 de maio, o Concours Mondial de Bruxelles (CMB) medalhou 369 vinhos portugueses.

Com um total de 9.080 vinhos de 50 países inscritos para competir por medalhas de Grande Ouro, Ouro e Prata, este concurso mundial entregou 369 medalhas a Portugal – que tinha 1.080 vinhos inscritos.

Como o próprio concurso informa em comunicado enviado às redações, “as medalhas entregues a vinhos portugueses, representam 34% dos vinhos a concurso, um excelente rácio face aos concorrentes com maior número participações”.

Em termos de medalhas, 15 vinhos portugueses receberam Grande Ouro, 122 Ouro e 231 Prata.

Este ano o concurso contou com 320 jornalistas, compradores, sommeliers e enólogos de todo o mundo para avaliar os vinhos em prova. O Concours Mondial de Bruxelles (CMB) viaja todos os anos para um novo destino no mundo. Em 2018 o destino é Pequim e o evento irá realizar-se de 10 a 13 de maio.

Fique a conhecer abaixo a lista dos 15 vinhos portugueses que receberam a Medalha Grande Ouro neste concurso:

Quinta do Serrado Touriga Nacional 2011, Dão e Lafões;

Casa Ferreirinha Vinha Grande Red 2014, Porto e Douro;

Herdade do Rocim Alicante Bouschet, Alentejo;

Quinta do Espírito Santo Reserva 2013, Lisboa;

Quinta Da Vassala Reserva Chardonnay 2016, Lisboa;

Rebelde Red 2015, Alentejo;

Al-Ria Reserva 2015, Algarve;

D’Oliveiras Madeira Wines 1994, Madeira;

Morgado de Sta. Catherina 2015, Lisboa;

Sexy Red 2015, Alentejo;

Dalva White 2007, Porto e Douro;

Kopke Matured In Wood 1967, Porto e Douro;

Kopke 1937, Porto e Douro;

Quinta de Valle Longo Reserva 2014, Porto e Douro;

Paxis 2013, Lisboa.

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Melhor Sommelier do Mundo vem a Lisboa

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Entre 28 de fevereiro e 4 de março de 2017, Andreas Larsson, o “Melhor Sommelier do Mundo” (2007, ASI) e o diretor vínico do conceituado restaurante PM & Vänner, em Växjö, na Suécia, vai visitar Portugal para uma prova cega e para avaliar alguns vinhos portugueses na sede da comissão da Vinha e do Vinho, em Lisboa.

Larsson é conhecido pelo seu palato exigente e pela sua paixão pelo vinho. O simpático escanção sueco tem um caráter descontraído, e é um profissional muito requisitado para provas e enquanto orador e educador nos ramos da gastronomia, vinho e outras bebidas.

Os principais objetivos desta iniciativa são aumentar a visibilidade dos vinhos portugueses no mercado, reforçar o posicionamento distinto dos vinhos portugueses entre os consumidores e dar-lhes a oportunidade de provar novos vinhos ou vinhos premium, e ainda aumentar as vendas e a distribuição dos vinhos portugueses.

Os produtores locais estão convidados a inscreverem-se a si e aos seus vinhos, quer para a avaliação e para a feira, ou somente para a avaliação.

 

Vinhos do Alentejo

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O Alentejo é uma das maiores regiões vitivinícolas de Portugal, onde a vista se perde em extensas planícies que apenas são interrompidas por pequenos montes. Esta região quente e seca beneficiou de inúmeros investimentos no sector vitivinícola que se traduziu na produção de alguns dos melhores vinhos portugueses e consequentemente, no reconhecimento internacional dos vinhos alentejanos.

O Alentejo situa-se no sul de Portugal. É uma zona muito soalheira permitindo a perfeita maturação das uvas e onde as temperaturas são muito elevadas no Verão, tornando-se indispensável regar a vinha.

O tipo de relevo predominante na região é a planície, apesar da região de Portalegre sofrer a influência da serra de São Mamede. As vinhas são plantadas nas encostas íngremes da serra ou em grandes planícies e em solos muito heterogéneos de argila, granito, calcário ou xisto. Apesar disso, a pouca fertilidade dos solos é um elemento comum a todos os solos.

Grande parte dos 22000 hectares de vinha alentejana concentram-se nas oito sub-regiões da Denominação de Origem alentejana: Reguengos, Borba, Redondo, Vidigueira, Évora, Granja-Amareleja, Portalegre e Moura.

Na sub-região de Portalegre as vinhas são plantadas nas encostas graníticas da Serra de São Mamede, sofrendo a influência de um microclima (temperaturas são mais baixas devido à altitude). No centro do Alentejo situam-se as sub-regiões de Borba, Reguengos, Redondo e Évora que produzem vinhos bastantes similares. No sul alentejano (mais quente e seco) localizam-se as sub-regiões de Moura, Vidigueira e Granja-Amareleja.

No Alentejo há inúmeras castas plantadas, contudo umas são mais relevantes que outras (seja pela qualidade ou pela área plantada). As castas brancas mais importantes na região são a Roupeiro, a Antão Vaz e a Arinto. Em relação às castas tintas, salienta-se a importância da casta Trincadeira, Aragonez, Castelão e Alicante Bouschet (uma variedade francesa que se adaptou ao clima alentejano).

Os vinhos brancos DOC alentejanos são geralmente suaves, ligeiramente ácidos e apresentam aromas a frutos tropicais. Os tintos são encorpados, ricos em taninos e com aromas a frutos silvestres e vermelhos.

Além da produção nas sub-regiões DOC, o Alentejo apresenta uma elevada produção e variedade de vinho regional. Os produtores optam, muitas vezes, por esta designação oficial que permite a inclusão de outras castas para além das previstas na legislação de vinhos DOC. Assim, é possível encontrar vinhos regionais produzidos com Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon, Syrah ou Chardonnay.

Hoje, o Alentejo tem um enorme potencial na produção vitivinícola, todavia a região nem sempre contou com o apoio das políticas agrícolas nacionais. Devido às especificidades do clima, solos pobres e estrutura agrária (grandes propriedades) as principais produções do Alentejo sempre foram os cereais, a oliveira, o carvalho e o gado. Durante as primeiras décadas do século XX, o governo tencionava fazer do Alentejo o “celeiro” de Portugal, por isso a cultura do milho foi amplamente divulgada. O vinho tinha uma importância diminuta e destinava-se essencialmente ao consumo local. A vinificação era realizada segundo os processos tradicionais herdados dos Romanos e a fermentação realizava-se em grandes ânforas de barro.

Nos anos 50, foi criada a primeira adega cooperativa da região com o objectivo de controlar a produção vinícola. No entanto, foi apenas nos anos 80 que o Alentejo se submeteu à grande revolução na produção vitivinícola. Demonstrando uma enorme capacidade de organização, os produtores alentejanos constituíram inúmeras associações, revitalizaram as cooperativas e encorajaram os produtores privados. Assim, o sector vitivinícola ganhou outra relevância, justificando a demarcação oficial da região em 1988.

Fonte:Infovini