Como Servir um Vinho do Porto

Decantar Vinho do Porto

A decantação é um processo simples e agradável. Trata-se de verter o vinho lenta e suavemente num decantador de modo a que o sedimento permaneça na garrafa. Aqui vão uma ou duas dicas de decantação.

É melhor não se preocupar muito com o número exacto de horas de decantação entre a abertura de um vinho do Porto Vintage e o seu consumo. Um bom plano é abrir e decantar a garrafa um pouco antes dos seus convidados chegarem, ou logo após, se não estava à espera da sua visita. Isso deve dar-lhe tempo de sobra para que os aromas (também conhecidos como o “nariz” ou o “bouquet”) abram até ao final da refeição e para que o vinho possa ser apreciado no seu melhor.

Se a garrafa veio diretamente da sua garrafeira, ou onde quer que a tenha armazenado, não há necessidade de deixá-la de pé antes de decantação. No entanto, se suspeitar que o sedimento possa ter sido recentemente agitado, por exemplo, durante um acidentado passeio de carro do comerciante de vinhos para até casa, então o melhor é dar-lhe algum tempo para depositar.

Para evitar que as partículas de sedimento passem da garrafa para o decantador, há quem goste de decantar o vinho através de algum tipo de filtro. Os funis de decantação incorporam um filtro de metal e são úteis para este fim, mas não são essenciais. A peneira de metal servirá igualmente bem. Se tiver à mão um simples pano de algodão muito limpo ou de musselina branca ou lisa, este também será um bom filtro. Qualquer tipo de coador ou filtro usado, deve ser previamente lavado com água quente, nunca lavado com sabão ou detergente. Já os filtros de café de papel não devem ser utilizados porque afectam o sabor do vinho, mesmo se forem cuidadosamente lavados.

Na realidade, nenhum filtro ou coador é necessário se a decantação for realizada com cuidado e delicadeza. Se eventualmente algumas partículas de sedimento passarem para o decantador, isto não será uma grande catástrofe pois estas são completamente inofensivas e acabarão por se depositar no fundo do decantador.

Algumas garrafas antigas de vinho do Porto Vintage têm uma marca de giz branco pintado num dos lados da garrafa. Isto indica que a garrafa foi armazenada com a marca branca para cima e é melhor, embora não seja fundamental, segurar a garrafa na mesma posição quando a estiver a decantar. Se não houver nenhuma marca de giz, segure na garrafa com o rótulo para cima.

Para ser apreciado no seu melhor, o vinho do Porto Vintage deve ser bebido no dia em que a rolha é retirada pela primeira vez, antes que os aromas delicados e complexos, que se desenvolvem nas primeiras horas após a garrafa ser aberta, comecem a desaparecer.
Um decantador de vinho do Porto Vintage maduro a circular à volta da mesa depois de uma boa refeição com os amigos é um dos mais sociáveis e agradáveis prazeres que pode haver.
Como já foi explicado, um vinho do Porto envelhecido em madeira (incluindo o Late Bottled Vintage) não precisa de ser decantado e pode ser vertido diretamente da garrafa para o copo.

Parceiro:Croft Port

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Oito razões para beber vinho tinto

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É um facto demonstrado por vários estudos: o vinho tinto, tomado de forma moderada, faz-lhe bem à saúde. Mas a Time decidiu compilar, de uma vez por todas, todos os benefícios que se podem encontrar na ingestão desta bebida. Saiba quais são as oito razões elencadas pela reputada publicação.

Beber um copo de vinho é uma boa maneira de terminar um cansativo dia de trabalho, se ingerido sem exageros. Mas, se é bom para nos ajudar a descontrair, também é sabido que nos faz bem à saúde. A revista Time decidiu compilar os benefícios da ingestão moderada deste líquido para homens (2 copos) e mulheres (1 copo).

1 – Promove a longevidade. Investigadores da Harvard Medical School confirmaram que o resveratrol, um componente encontrado na pele das uvas negras, estimula a produção de uma proteína que tem benefícios anti envelhecimento.

 2 – Melhora as capacidades de memorização. Novamente o resveratrol. Um estudo concluiu que as pessoas que ingeriam um suplemento desta substância evidenciavam mais capacidades para reter novas palavras e tinham melhor desempenho do hipocampo, parte do cérebro que está associada à formação de novas memórias, aprendizagens e emoções.

3 – Reduz o risco de doenças cardíacas. Um estudo de 2007 sugere que procyanidins, um composto encontrado no vinho tinto, ajuda a promover a saúde cardiovascular. O vinho produzido no sul de França e Sardenha, onde as pessoas tendem a viver até mais tarde, tem elevadas concentrações deste composto.

4 – Promove a saúde ocular. Um estudo desenvolvido na Islândia descobriu que os apreciadores de vinho, que ingeriam a bebida de forma moderada, tinham menos 32% de hipóteses de desenvolver cataratas do que os que não bebiam vinho tinto.

5 – Reduz o risco de cancro. Uma proteína na pele da uva pode ajudar a destruir as células cancerígenas, reportam investigadores da Universidade de Virginia. O resveratrol ajuda a bloquear o desenvolvimento de uma proteína que ‘alimenta’ as células cancerosas.

6 – Melhora a saúde dentária. Pesquisas recentes, de acordo com a Time, concluíram que os antioxidantes presentes no vinho podem atenuar o crescimento de bactérias da boca e potencialmente prevenir cáries. Para provar a sua teoria, os investigadores trataram um conjunto de bactérias responsáveis por doenças dentárias com diversos líquidos, verificando que o vinho tinto era o mais eficaz na sua erradicação.

7 – Ajuda a reduzir o colesterol. Algumas variedades de vinho poderão ajudar a baixar o colesterol. Participantes saudáveis a quem foi dado um suplemento de uma substância encontrada no vinho viram o seu nível de ‘mau colesterol’ baixar 9%. Os que já tinham uma elevada taxa registaram uma queda de 12%.

8 – Ajuda a defender-se da gripe comum. Graças aos antioxidantes presentes no vinho, investigadores descobriram que as pessoas que bebiam mais de 14 copos deste líquido por semana tinha menos 40% de probabilidade de contrair o vírus da gripe.

Fonte: Time

Portuguesas mais cultas consomem mais álcool que os homens

Mulher e o Vinho

Estudo da OCDE aponta para grandes diferenças entre homens e mulheres no que toca a comportamentos de risco no consumo de álcool. 

As portuguesas com maior nível educacional e de estrato socioeconómico mais elevado bebem mais do que os homens. Um estudo da OCDE indica que, em Portugal, são as mulheres com mais escolaridade as que estão em maior risco no que toca a comportamentos que podem indiciar um consumo nocivo de álcool. Em causa, consumo em grandes quantidades por ocasião – as popularmente chamadas de “bebedeiras”- e a elevada frequência de consumo de bebidas alcoólicas.

De acordo com o relatório da OCDE, em Portugal, os homens com maior nível de educação têm menor probabilidade de apresentar este tipo de consumo. São os homens de um estrato socioeconómico mais baixo que têm mais episódios de forte consumo.

Em Portugal, bebe-se mais vinho e cerveja e menos bebidas espirituosas.

Ainda assim, e apesar de ser dos países da OCDE onde se bebe mais álcool, Portugal está no nível mais baixo no ranking que avalia o risco de consumo. Os episódios de consumo mais pesado situam-se nos 5% para homens e mulheres de todos os níveis educacionais e socioeconómicos, nos últimos 12 meses em análise para o relatório.

O consumo de álcool entre as mulheres parece estar a aumentar desde tenra idade. Os níveis de consumo de álcool perigosos (uma quantidade semanal de álcool puro de 140 gramas ou mais para as mulheres e 210 ou mais para os homens) e de elevada ingestão episódica (“bebedeiras”, em que são ingeridas entre cinco e oito bebidas numa sessão, dependendo do país) entre os jovens, especialmente do sexo feminino, aumentaram em muitos países da OCDE.

Durante os anos 2000, a proporção de menores com 15 anos e idade inferior que nunca beberam álcool caiu de 44 para 30 por cento entre os rapazes e de 50 para 31 por cento entre as raparigas; a quantidade de crianças e adolescentes que já se embebedaram aumentou de 30 para 40 por cento (rapazes) e de 26 para 41 por cento (raparigas) no mesmo período, indica o relatório.

No geral de todos os países da OCDE, homens com menos estudos e de classe mais baixa, bem como mulheres mais instruídas e de estatuto socioeconómico mais elevado têm maior probabilidade de ingerir álcool em quantidades perigosas.