Como se faz um vinho tinto

A tradição de pisar as uvas no Douro

Todos o conhecemos mas poucos sabemos como nasce. Explicamos-lhe tudo sobre o processo de produção de vinho tinto, da vindima ao engarrafamento.

A vindima

A vindima tem data variável de ano para ano e está directamente ligada às condições climatéricas e ao grau de maturação das uvas. A apanha da uva pode ser feita de forma mecânica ou manual. Da vindima à adega, o transporte da uva é feito com inúmeros cuidados. Se as uvas estiverem pisadas o processo de fermentação pode começar antes do momento ideal. Apenas as uvas de boa qualidade estarão aptas a produzir bons vinhos. É por isso que muitos produtores descreverem detalhadamente a forma como as uvas foram transportadas e acondicionadas (normalmente em pequenas caixas de plástico, com um peso máximo de 20 kg).

Na adega faz-se magia

Já na adega, faz-se uma escolha criteriosa dos cachos, em as uvas em piores condições serão recusadas. Seguem-se o desengace (que elimina todas as partes lenhosas dos cachos) e o esmagamento (processo normalmente feito de forma mecânica). Nos vinhos mais exclusivos opta-te pela técnica artesanal, o “pisa a pé”, elaborado por robots que imitam o processo ancestral. Há quem assegure que nunca conseguirão garantir a excelência do resultado obtido pelo esmagamento com os pés dos homens.

Seguem-se as fases mais melindrosas e técnicas. O processo da fermentação segue-se à adição de dióxido de enxofre (SO2), antioxidante e poderoso antibacteriano, cooperante no processo de fermentação e nas reacções químicas no mosto (sumo das uvas). Neste processo de extrema importância entram em acção dois tipos de leveduras: as leveduras naturais, que já existem nas películas das uvas e no engaço (resíduos da uva, depois de pisadas e extraídas o vinho) e as leveduras artificiais, que vão assegurar a qualidade do produto final. Como em qualquer organismo vivo, as leveduras vão alimentar-se do açúcar existente no mosto, transformando-o em álcool e gás carbónico. Nesta fase, há que controlar com rigor as temperaturas, que por norma rondam os 25oºC. A esta primeira fermentação, normalmente feita em tanques de aço inox, dá-se o nome de fermentação alcoólica.

Dentro do tanque faz-se a fase da remontagem, onde o líquido vai sendo mexido do fundo para a superfície, melhorando a extracção dos pigmentos que irão dar cor ao vinho. As películas ou partes sólidas são depois prensadas. Este vinho tornar-se-á mais rico em todos os componentes, excepto no grau alcoólico. Após esse processo faz-se ainda uma segunda fermentação, conhecida como maloláctica, onde o vinho se torna menos ácido.

Trasfega, estágio e engarrafamento

trasfega dos vinhos é feita para cubas limpas de inox, onde poderão vir a ser misturados com outras castas. Caso se pretenda o envelhecimento do vinho, a trasfega é feita para barris de carvalho francês. Nos barris o vinho ganha novos aromas, que o enriquecem. A tendência actual dos produtores é utilizar misturas de cascos de segundo e terceiros anos de forma a não sobrecarregar o sabor intenso da madeira. Os vinhos ficam dentro das cubas ou barris para um tempo de estágio, que é variável, podendo ser de poucos meses a vários anos.

A última etapa é o engarrafamento, um processo variável mas transversal à qualidade do vinho.

Fonte: Infovini

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Vinhos premiados no XI Concurso de Vinhos do Algarve

Vinhos Algarve

Já são conhecidos os grandes vencedores do XI Concurso de Vinhos do Algarve, sendo o grande vencedor a Quinta dos Vales com o vinho Marquês dos Vales Grace Vineyard Tinto 2012, premiado com a grande medalha de ouro.

 

Grande Medalha de Ouro: “Melhor Vinho do Algarve” 

  • Marquês dos Vales Grace Vineyard – Vinho Regional Algarve Tinto 2012 Quinta dos Vales.
     Medalhas de OURO: 
  • Allma Garve – Vinho Regional Algarve Tinto 2017 Herdade dos Pimenteis;
  • Alvor Mitto – Vinho Regional Algarve Rosé 2017 Quinta do Morgado da Torre;
  • Alvor Sauvignon Blanc – Vinho Regional Algarve Branco 2017 Quinta do Morgado da Torre;
  • Barrocal – Vinho Regional Algarve Tinto 2017 Casa Santos Lima;
  • Cabrita Reserva – Vinho Regional Algarve Tinto 2015 José Manuel Cabrita;
  • Convento do Paraíso – Vinho Regional Algarve Tinto 2015  Convento do Paraíso;
  • Marchalégua – Vinho Regional Algarve Rosé 2015 Agrolares;
  • Marquês dos Vales DUO – Vinho Regional Algarve Tinto 2015 Quinta dos Vales;
  • Marquês dos Vales Grace Touriga Franca – Vinho Regional Algarve Tinto 2015 Quinta dos Vales;
  • Marquês dos Vales Grande Escolha – Vinho Regional Algarve Tinto 2014 Quinta dos Vales;
  • Quinta do Barradas Selecção – Vinho Regional Algarve Tinto 2016 Rotas Seculares;
  •  Rabo de Galo – Vinho Regional Algarve Tinto 2017  Casa Santos Lima;
  • Tapada da Torre Reserva – Vinho Regional Algarve Branco 2016 Quinta do Morgado da Torre;
  •  Vale de Parra – Vinho Regional Algarve Tinto 2016 Quinta da Malaca.

Medalhas de PRATA: 

  • Esquerdino Colheita Selecionada – Vinho Regional Algarve Branco 2017 Quinta do Canhoto;
  • Euphoria – Vinho Regional Algarve Branco 2017  Convento do Paraíso;
  • João Clara Negra Mole – Vinho Regional Algarve Tinto 2015 Quinta João Clara;
  • Malaca Sauvignon Blanc – Vinho Regional Algarve Branco 2017 Quinta da Malaca;
  • Marquês dos Vales Grace Syrah-Viognier – Vinho Regional Algarve Tinto 2015  Quinta dos Vales;
  • Marquês dos Vales Seleta – Vinho Regional Algarve Rosé 2017  Quinta dos Vales;
  • Paxá Reserva – Vinho Regional Algarve Tinto 2015 Paxá Wines;
  • Porches – Vinho Regional Algarve Tinto 2015 Única – Adega Cooperativa do Algarve;
  • Quinta da Tôr Algibre – Vinho Regional Algarve Tinto 2015  Quinta da Tôr;
  • Quinta da Tôr Syrah – Vinho Regional Algarve Tinto 2016 Quinta da Tôr;
  • Quinta de Ferrel Reserva – DOP Lagos Branco 2017 Herdade dos Seromenhos;
  • Sentidos Tato – Vinho Regional Algarve Tinto 2016 Quinta dos Sentidos.

 

Fonte:Vinhos do Algarve

Como Servir um Vinho do Porto

Decantar Vinho do Porto

A decantação é um processo simples e agradável. Trata-se de verter o vinho lenta e suavemente num decantador de modo a que o sedimento permaneça na garrafa. Aqui vão uma ou duas dicas de decantação.

É melhor não se preocupar muito com o número exacto de horas de decantação entre a abertura de um vinho do Porto Vintage e o seu consumo. Um bom plano é abrir e decantar a garrafa um pouco antes dos seus convidados chegarem, ou logo após, se não estava à espera da sua visita. Isso deve dar-lhe tempo de sobra para que os aromas (também conhecidos como o “nariz” ou o “bouquet”) abram até ao final da refeição e para que o vinho possa ser apreciado no seu melhor.

Se a garrafa veio diretamente da sua garrafeira, ou onde quer que a tenha armazenado, não há necessidade de deixá-la de pé antes de decantação. No entanto, se suspeitar que o sedimento possa ter sido recentemente agitado, por exemplo, durante um acidentado passeio de carro do comerciante de vinhos para até casa, então o melhor é dar-lhe algum tempo para depositar.

Para evitar que as partículas de sedimento passem da garrafa para o decantador, há quem goste de decantar o vinho através de algum tipo de filtro. Os funis de decantação incorporam um filtro de metal e são úteis para este fim, mas não são essenciais. A peneira de metal servirá igualmente bem. Se tiver à mão um simples pano de algodão muito limpo ou de musselina branca ou lisa, este também será um bom filtro. Qualquer tipo de coador ou filtro usado, deve ser previamente lavado com água quente, nunca lavado com sabão ou detergente. Já os filtros de café de papel não devem ser utilizados porque afectam o sabor do vinho, mesmo se forem cuidadosamente lavados.

Na realidade, nenhum filtro ou coador é necessário se a decantação for realizada com cuidado e delicadeza. Se eventualmente algumas partículas de sedimento passarem para o decantador, isto não será uma grande catástrofe pois estas são completamente inofensivas e acabarão por se depositar no fundo do decantador.

Algumas garrafas antigas de vinho do Porto Vintage têm uma marca de giz branco pintado num dos lados da garrafa. Isto indica que a garrafa foi armazenada com a marca branca para cima e é melhor, embora não seja fundamental, segurar a garrafa na mesma posição quando a estiver a decantar. Se não houver nenhuma marca de giz, segure na garrafa com o rótulo para cima.

Para ser apreciado no seu melhor, o vinho do Porto Vintage deve ser bebido no dia em que a rolha é retirada pela primeira vez, antes que os aromas delicados e complexos, que se desenvolvem nas primeiras horas após a garrafa ser aberta, comecem a desaparecer.
Um decantador de vinho do Porto Vintage maduro a circular à volta da mesa depois de uma boa refeição com os amigos é um dos mais sociáveis e agradáveis prazeres que pode haver.
Como já foi explicado, um vinho do Porto envelhecido em madeira (incluindo o Late Bottled Vintage) não precisa de ser decantado e pode ser vertido diretamente da garrafa para o copo.

Parceiro:Croft Port