Os 10 maiores produtores de vinho do mundo

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Com o passar do tempo, cada vez mais lugares investem na produção de seus próprios vinhos. No entanto, existem 10 países que são pioneiros em produzir a bebida, e, hoje, são responsáveis pela produção e exportação de 90% de todo o vinho existente no mundo. Para saber mais, confira aqui quem são os maiores produtores:
1. França
O país é considerado precursor da produção vinícola. Os vinhos franceses tornaram-se tradição por todo o mundo e a região é tomada uma variedade climática que permite uma produção diversificada.
A cidade de Bordeaux, por exemplo, é uma das mais famosas com a produção de vinhos Chateaux tintos, encorpados e com um forte sabor. Há, também, a região da Borgonha, responsável por 82% do cultivo e produção dos Pinot Noir e Chardonnay, que são uvas utilizadas na produção de vinhos mais leves e sofisticados.
2. Itália
A região central da Itália, conhecida como Toscana, é também uma gigantesca produtora de excelentes vinhos, principalmente, dos vinhos brancos mais conhecidos entre os apreciadores, como Sauvignon Blanc e Chardonnay, por exemplo.
3. Espanha
O país possui a maior extensão de vinhedos do mundo e, também, é o maior cultivador da uva Tempranillo, que dá origem a vinhos de características variadas e com excelente qualidade.
4. Estados Unidos
O Estado da Califórnia é o maior produtor do país, afinal de contas, é responsável por cerca de 90% da produção de vinhos. Os principais cultivos dessa região são as uvas Chardonnay e Cabernet Sauvignon.
5. Argentina
Muito apreciada entre os brasileiros, a produção de vinhos argentinos cresceu muito ao longo dos últimos anos e o país tornou-se um dos maiores produtores do mundo. Entre os principais cultivos, se destacam o Malbec e o Chardonnay.
6. Austrália
A produção de vinhos australianos tem crescido rapidamente com a ajuda de equipamentos tecnológicos, utilizados desde o processo da colheita das uvas. Também é cultivadora do vinho Chardonnay, e grande parte da produção vinícola australiana é destinada à exportação.
7. Alemanha
O destaque da região está na produção de vinhos brancos e aromáticos provenientes da uva Riesling. Grande parte dessas bebidas são exportadas para países como Espanha e Itália.
8. África do Sul
A África do Sul possui mais de 300 anos de tradição na produção de vinhos e é o único país do continente africano que os produz. Atualmente, é considerada a maior produtora de brandy do mundo, além de ser conhecida pelo cultivo de Chenin Blanc.
9. Chile
Os vinhos chilenos são muito consumidos no Brasil, afinal de contas, a produção da bebida por lá é muito variada e de excelente qualidade. Além do cultivo do Carménère, destaca-se a plantação de Chardonnay e Cabernet. Sauvignon. Veja aqui uma seleção especial de vinhos chilenos.
10. Portugal
O famoso vinho do Porto é uma das atrações do país. Os vinhos tintos da região do Alentejo, em Portugal, estão cada vez mais valorizados e prestigiados. Outro cultivo de destaque na região é o da uva Alvarinho.

Maria Izabel Vinhas da Princesa 2014 Branco

 

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Vinho elaborado a partir das castas Rabigato, Códega, Donzelinho, Viosinho, Arinto
 
As caracteristicas deste vinho pauta-se por uma cor citrina, apresenta um aroma fino e subtil. Tem um forte carácter mineral, que lhe confere frescura, juntamente com notas de fruto de caroço, raspa de laranja confitada, aroma de pastelaria e fumo. De elevada estrutura na boca, é volumoso e apresentando -se mineral, a acidez natural torna o vinho fresco e elegante.
 
A Quinta Maria Izabel estende-se por 130 hectares numa das zonas mais privilegiadas da região Duriense. Um ímpeto transformado num grande projeto. Uma ideia que revela ser, afinal, mais que um sonho Brasileiro em terras lusas.
 

Website: www.quintamariaizabel.pt

Vinhos do Alentejo

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O Alentejo é uma das maiores regiões vitivinícolas de Portugal, onde a vista se perde em extensas planícies que apenas são interrompidas por pequenos montes. Esta região quente e seca beneficiou de inúmeros investimentos no sector vitivinícola que se traduziu na produção de alguns dos melhores vinhos portugueses e consequentemente, no reconhecimento internacional dos vinhos alentejanos.

O Alentejo situa-se no sul de Portugal. É uma zona muito soalheira permitindo a perfeita maturação das uvas e onde as temperaturas são muito elevadas no Verão, tornando-se indispensável regar a vinha.

O tipo de relevo predominante na região é a planície, apesar da região de Portalegre sofrer a influência da serra de São Mamede. As vinhas são plantadas nas encostas íngremes da serra ou em grandes planícies e em solos muito heterogéneos de argila, granito, calcário ou xisto. Apesar disso, a pouca fertilidade dos solos é um elemento comum a todos os solos.

Grande parte dos 22000 hectares de vinha alentejana concentram-se nas oito sub-regiões da Denominação de Origem alentejana: Reguengos, Borba, Redondo, Vidigueira, Évora, Granja-Amareleja, Portalegre e Moura.

Na sub-região de Portalegre as vinhas são plantadas nas encostas graníticas da Serra de São Mamede, sofrendo a influência de um microclima (temperaturas são mais baixas devido à altitude). No centro do Alentejo situam-se as sub-regiões de Borba, Reguengos, Redondo e Évora que produzem vinhos bastantes similares. No sul alentejano (mais quente e seco) localizam-se as sub-regiões de Moura, Vidigueira e Granja-Amareleja.

No Alentejo há inúmeras castas plantadas, contudo umas são mais relevantes que outras (seja pela qualidade ou pela área plantada). As castas brancas mais importantes na região são a Roupeiro, a Antão Vaz e a Arinto. Em relação às castas tintas, salienta-se a importância da casta Trincadeira, Aragonez, Castelão e Alicante Bouschet (uma variedade francesa que se adaptou ao clima alentejano).

Os vinhos brancos DOC alentejanos são geralmente suaves, ligeiramente ácidos e apresentam aromas a frutos tropicais. Os tintos são encorpados, ricos em taninos e com aromas a frutos silvestres e vermelhos.

Além da produção nas sub-regiões DOC, o Alentejo apresenta uma elevada produção e variedade de vinho regional. Os produtores optam, muitas vezes, por esta designação oficial que permite a inclusão de outras castas para além das previstas na legislação de vinhos DOC. Assim, é possível encontrar vinhos regionais produzidos com Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon, Syrah ou Chardonnay.

Hoje, o Alentejo tem um enorme potencial na produção vitivinícola, todavia a região nem sempre contou com o apoio das políticas agrícolas nacionais. Devido às especificidades do clima, solos pobres e estrutura agrária (grandes propriedades) as principais produções do Alentejo sempre foram os cereais, a oliveira, o carvalho e o gado. Durante as primeiras décadas do século XX, o governo tencionava fazer do Alentejo o “celeiro” de Portugal, por isso a cultura do milho foi amplamente divulgada. O vinho tinha uma importância diminuta e destinava-se essencialmente ao consumo local. A vinificação era realizada segundo os processos tradicionais herdados dos Romanos e a fermentação realizava-se em grandes ânforas de barro.

Nos anos 50, foi criada a primeira adega cooperativa da região com o objectivo de controlar a produção vinícola. No entanto, foi apenas nos anos 80 que o Alentejo se submeteu à grande revolução na produção vitivinícola. Demonstrando uma enorme capacidade de organização, os produtores alentejanos constituíram inúmeras associações, revitalizaram as cooperativas e encorajaram os produtores privados. Assim, o sector vitivinícola ganhou outra relevância, justificando a demarcação oficial da região em 1988.

Fonte:Infovini