Portugal é “o grande vencedor” no concurso La Selezione del Sindaco

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Os três vinhos mais pontuados são portugueses e no “Top 12” dos melhores estão nove vinhos nacionais.

Os vinhos portugueses estão a alcançar cada vez mais prestígio lá fora e há uma crescente vontade por parte dos produtores em cruzar a fronteira, dar a conhecer a qualidade dos seus vinhos e conquistar novos mercados. A provar isto mesmo está a 16ª edição do Concurso Enológico Internacional La Selezione del Sindaco, onde Portugal esteve em alta, com os três melhores vinhos do concurso e o maior número de medalhas de sempre.

Portugal esteve presente no concurso com 269 vinhos, de 44 municípios, e obteve um total de 97 medalhas: 11 Medalhas de Grande Ouro, 65 Medalhas de Ouro  e 21 Medalhas de Prata.

Os três vinhos mais pontuados são portugueses e no “Top 12” dos melhores estão nove vinhos nacionais, o que faz com que Portugal seja considerado “o grande vencedor” deste prestigiado concurso internacional de vinhos.

Vinhos portugueses no “Top 12”

1º — Venâncio da Costa Lima Moscatel Reserva, 2008, de Venâncio da Costa Lima, Sucrs Lda, Península de Setúbal (94,8 pontos)

2º — Vinho Porto Old + 40 Anos, 2014, de José António Fonseca Augusto Guedes Unipessoal, Lda, Dão (94,4 pontos)

3º — Casa Ermelinda Freitas – Moscatel Roxo de Setúbal Superior, 2010, de Casa Ermelinda Freitas – Vinhos, Lda, Península de Setúbal (94 pontos)

5º — Confraria – Espumante Reserva Moscatel Seco, 2013, de Adega Cooperativa de Cadaval, Lisboa (93,5 pontos)

7º —  Xavier Santana Moscatel de Setúbal, 2015, de Xavier Santana Sucessores Lda,  Península de Setúbal (93,4 pontos)

8º —  Casa Ermelinda Freitas – Moscatel de Setúbal Superior, 2007, de Casa Ermelinda Freitas – Vinhos, Lda, Península de Setúbal (93,4 pontos)

9º —  Dalamquer, Red 2015, de Casa Santos Lima, Lisboa (93,25 pontos)

10º — Terras D’ Ervideira Tinto Ervideira, 2014, de Ervideira, Alentejo (93,25 pontos)

11º —  Sivipa Moscatel de Setúbal 2015, de SIVIPA – Sociedade Vinícola de Palmela, S.A., Península Setúbal Portugal (93,2 pontos)

Comparativamente ao ano passado, nesta edição Portugal ganhou quase mais três dezenas de medalhas, sendo que as Medalhas de Grande Ouro quadruplicaram e as de Ouro foram mais do dobro.

Na edição deste ano, o Município de Palmela destaca-se de forma muito significativa, pelas seis Medalhas de Grande Ouro e 14 Medalhas de Ouro.

Medalhas por Município: 

Medalhas de Grande Ouro (11 medalhas)

Palmela — 6 medalhas
Lamego — 1 medalha
Cadaval — 1 medalha
Alenquer — 1 medalha
Reguengos de Monsaraz — — 1 medalha
Alcobaça — 1 medalha

Medalhas de Ouro (65 medalhas)

Palmela — 14 medalhas
Montijo — 10 medalhas
Alenquer — 9 medalhas
Reguengos de Monsaraz — 5 medalhas
Marco de Canaveses — 4 medalhas
Gouveia — 3 medalhas
Rio Maior — 2 medalhas
Sabrosa — 2 medalhas
Cadaval — 2 medalhas
Torres Vedras — 2 medalhas
Cantanhede — 2 medalhas
Tomar — 2 medalhas
Sobral de Monte Agraço — 1 medalha
Vendas Novas — 1 medalha
Lamego — 1 medalha
Leiria — 1 medalha
Cartaxo — 1 medalha
Almeirim — 1 medalha
Silves — 1 medalha
Penalva do Castelo — 1 medalha
Nelas — 1 medalha

Medalhas de Prata (21 medalhas)

Gouveia — 4 medalhas
Reguengos de Monsaraz — 3 medalhas
Alenquer — 2 medalhas
Montijo — 2 medalhas
São Roque do Pico — 2 medalhas
Palmela — 1 medalha
Almeirim — 1 medalha
Santa Marta de Penaguião— 1 medalha
Mangualde — 1 medalha
Marco de Canaveses — 1 medalha
Sabrosa — 1 medalha
Silves — 1 medalha
Alijó — 1 medalha

Um concurso único que prevê a participação conjunta do produtor e do município

“La Selezione del Sindaco” é um concurso enológico internacional organizado anualmente pela associação italiana de cidades do vinho Città del Vino, com o patrocínio da OIV (Organização Internacional da Vinha e do Vinho).
A AMPV, enquanto parceira da sua congénere italiana na organização deste evento, tem vindo a contribuir para a divulgação e promoção do concurso, que de ano para ano tem registado uma participação crescente por parte dos produtores de vinho nacionais.
“La Selezione del Sindaco” é o único concurso de vinhos internacional que prevê a participação conjunta do produtor e do município de proveniência das produções. Esta relação entre municípios e produtores é um dos principais fatores diferenciadores do concurso, que pretende não só distinguir a qualidade dos vinhos mas também valorizar os territórios onde os vinhos são produzidos.

Fonte:AMPV

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Como Servir um Vinho do Porto

Decantar Vinho do Porto

A decantação é um processo simples e agradável. Trata-se de verter o vinho lenta e suavemente num decantador de modo a que o sedimento permaneça na garrafa. Aqui vão uma ou duas dicas de decantação.

É melhor não se preocupar muito com o número exacto de horas de decantação entre a abertura de um vinho do Porto Vintage e o seu consumo. Um bom plano é abrir e decantar a garrafa um pouco antes dos seus convidados chegarem, ou logo após, se não estava à espera da sua visita. Isso deve dar-lhe tempo de sobra para que os aromas (também conhecidos como o “nariz” ou o “bouquet”) abram até ao final da refeição e para que o vinho possa ser apreciado no seu melhor.

Se a garrafa veio diretamente da sua garrafeira, ou onde quer que a tenha armazenado, não há necessidade de deixá-la de pé antes de decantação. No entanto, se suspeitar que o sedimento possa ter sido recentemente agitado, por exemplo, durante um acidentado passeio de carro do comerciante de vinhos para até casa, então o melhor é dar-lhe algum tempo para depositar.

Para evitar que as partículas de sedimento passem da garrafa para o decantador, há quem goste de decantar o vinho através de algum tipo de filtro. Os funis de decantação incorporam um filtro de metal e são úteis para este fim, mas não são essenciais. A peneira de metal servirá igualmente bem. Se tiver à mão um simples pano de algodão muito limpo ou de musselina branca ou lisa, este também será um bom filtro. Qualquer tipo de coador ou filtro usado, deve ser previamente lavado com água quente, nunca lavado com sabão ou detergente. Já os filtros de café de papel não devem ser utilizados porque afectam o sabor do vinho, mesmo se forem cuidadosamente lavados.

Na realidade, nenhum filtro ou coador é necessário se a decantação for realizada com cuidado e delicadeza. Se eventualmente algumas partículas de sedimento passarem para o decantador, isto não será uma grande catástrofe pois estas são completamente inofensivas e acabarão por se depositar no fundo do decantador.

Algumas garrafas antigas de vinho do Porto Vintage têm uma marca de giz branco pintado num dos lados da garrafa. Isto indica que a garrafa foi armazenada com a marca branca para cima e é melhor, embora não seja fundamental, segurar a garrafa na mesma posição quando a estiver a decantar. Se não houver nenhuma marca de giz, segure na garrafa com o rótulo para cima.

Para ser apreciado no seu melhor, o vinho do Porto Vintage deve ser bebido no dia em que a rolha é retirada pela primeira vez, antes que os aromas delicados e complexos, que se desenvolvem nas primeiras horas após a garrafa ser aberta, comecem a desaparecer.
Um decantador de vinho do Porto Vintage maduro a circular à volta da mesa depois de uma boa refeição com os amigos é um dos mais sociáveis e agradáveis prazeres que pode haver.
Como já foi explicado, um vinho do Porto envelhecido em madeira (incluindo o Late Bottled Vintage) não precisa de ser decantado e pode ser vertido diretamente da garrafa para o copo.

Parceiro:Croft Port

Mundus Vini 2017. Há 302 vinhos portugueses entre os melhores

Perto de 200 especialistas de 44 países fizeram o gosto ao copo e elegeram os melhores vinhos desta primavera. E, claro, há portugueses entre os destacados do Mundus Vini 2017.

Vinhos-portugueses

Já são conhecidos os vencedores da Spring Tasting do Grand International Wine Awards – Mundi Vini, um dos eventos mais conceituados do mundo vinícola.

Para esta prova de primavera, foram perto de 200 os especialistas que, durante quatro dias, avaliaram cerca de 6,200 vinhos de vários pontos do mundo, atribuindo-lhes a medalha de Grande Ouro, Ouro e Prata. Como já tem sido habitual, há criações bem portuguesas entre as eleitas.

Espanha consagrou-se campeã ao conseguir 484 medalhas com esta competição. França ficou no segundo lugar com 337 medalhas, seguindo-se Portugal, que fecha o pódio com 302 vinhos selecionados e enquadrados nos melhores do mundo.

Entre os vencedores da medalha de Grande Ouro – que foram apenas 33 – estão oito nacionais: Sandeman – Porto Tawny 30 Years Old, o Casa da Ferreirinha Quinta da Leda, (2014), Herdade de Grous – Reserva Vinho Regional Alentejano (2013), Quinta de Ponte Pedrinha Reserva (2011), Barros Porto (Colheita 1974), Sandeman – Porto 20 Years Old, Casa Ermelinda Freitas (Moscatel de Setúbal, 2007) e Casa Ferreirinha Callabriga (2014).

Clique aqui e descubra os restantes eleitos.